Preços, desenho de programas de acompanhamento e análise de viabilidade. O que a clínica cobra passa a ter uma razão que se explica.
Preço de consulta particular costuma nascer de três fontes: o que o concorrente cobra, o que o médico se sente confortável em pedir, e o que foi fixado há três anos e nunca mais se mexeu.
Nenhuma das três tem relação com o custo real do atendimento nem com o valor que o paciente percebe. O resultado é clínica cheia que não sobra dinheiro, ou preço alto sem a entrega que o sustente.
Programa de acompanhamento mal desenhado é o caso mais caro: compromete agenda por meses a um preço fechado antes de alguém ter calculado quantas horas aquilo consome.
Quanto custa, de fato, uma hora de agenda de cada profissional, com estrutura, material e tempo de equipe rateados.
O que o paciente daquele perfil compara, o que ele valoriza e o que é indiferente para ele. Define onde cabe preço e onde não cabe.
Preço por serviço, regras de reajuste, política de desconto e o que deixa de ser negociável na recepção.
Desenho dos programas de acompanhamento: o que entra, por quanto tempo, quantas horas consome e a que preço fecha a conta.
Às vezes a conta aponta isso, às vezes aponta o contrário: preço alto demais para a entrega atual, ou serviço que deveria sair do portfólio. O que não acontece é recomendar aumento sem a conta que o sustente.
Faz parte do módulo. Transição de preço com base ativa é um dos pontos mais delicados, e tem roteiro próprio.
Tem, e com um limite firme: nenhuma remuneração variável atrelada a ato médico. É regra do portfólio, não preferência.
O check-up é gratuito e leva alguns minutos. Com ele na mesa, a proposta deixa de ser catálogo e passa a ser escopo.